Aprender com os erros
O erro me mostra quão humano sou e ao fazê-lo demonstra que o caminho é belo justamente por conta das pedras e flores que estão em nossas jornadas.

Os erros estão em nós e são criados por nós. Antíteses do acerto, foram afirmados por Benjamin Franklin (quando inventou a lâmpada e em outras ocasiões em que demonstrou sua genialidade) como elementos essenciais para seu êxito. Fizeram parte da recente trajetória de Steve Jobs tanto na relação com seus subordinados quanto no lançamento de produtos que não obtiveram êxito, os pouco propagados fracassos da Apple também existiram e foram caminhos percorridos para que a empresa atingisse sucesso com iniciativas tais quais o IPad ou o IPhone.
Erramos numa proporção menor do que imaginamos, mas cultivamos o erro em nossas mentes numa proporção maior do que realmente significam ou representam.
Nas empresas o elogio pelo acerto existe, mas é muito mais raro que o “esporro” pelo erro. Vitórias, por mais importantes que sejam, são passageiras. Erros podem ser eternos, que o diga Barbosa, goleiro brasileiro da Copa de 1950, eternamente lembrado como responsável pela vitória uruguaia naquela decisão apesar de todos os demais acertos que teve em sua carreira.
Nas amizades também erramos e acertamos e, por vezes, um erro pode pesar mais que mil acertos e afastar para sempre pessoas que se gostam, se respeitam e que são próximas. Já aconteceu tantas vezes e com tanta gente que certamente cada um de nós tem uma história assim para contar. O pior é que as pessoas, mesmo aquelas que são próximas, muitas vezes nem se dão o direito do diálogo para reparar algum mal-entendido e superar diferenças que as distanciam.
A vida é errar, vagar pelos quatro cantos do planeta, tentando sempre, sem que qualquer receio nos impeça de continuar nossa jornada.
Quero errar mais para acertar mais, assim como quero aprender com meus erros, ampliar minha capacidade de ouvir para entender e ajudar quem está próximo e igualmente cometeu falhas.
O que não pode acontecer é ficarmos cegos, surdos, mudos e loucos, isolando ou exilando o erro, seja o nosso ou o de outras pessoas. Nada de subir na montanha e tal qual o super-homem de Nietzsche viver seus erros e acertos como um ermitão. Compartilhe seus acertos e seus erros para que alguém possa usar a sabedoria que você acumulou para melhorar sua própria vida.
E, acima de tudo, aprenda a rir de seus erros, mesmo daqueles que te deixam nervoso, estressado, de cabelos em pé... sua cabeça e seu coração agradecem!

João Luís de Almeida Machado
Consultor em Educação e Inovação, Doutor e Mestre em Educação, historiador, pesquisador e escritor.
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