A aplicação da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) em sala de aula
Além de favorecer a edificação de conhecimentos, propõe contribuir para o desenvolvimento de algumas capacidades profissionais

É pertinente a busca por metodologias e práticas pedagógicas que influenciem diretamente nos resultados da aprendizagem, uma preocupação que perpassa as esferas da universidade, escola, comunidade e instituições de ensino. Diante deste contexto, o trabalho docente deve estimular os alunos, por meio de atividades no âmbito escolar, utilizando os parâmetros da Aprendizagem Baseada em Problemas. A ABP é uma metodologia de ensino, de estudo e de trabalho que deve ser utilizada sempre quando se trabalha com situações ligadas à vida social do aluno.
A Aprendizagem Baseada em Problemas possui uma ampla ligação com a de Projetos, corroborando métodos de projetos baseados em problemas reais, do cotidiano do aluno. Como método didático, é uma atividade com quatro características: atividade focada em uma intenção; plano de trabalho, de preferência manual; diversidade globalizada de ensino; e ambiente natural de aprendizagem.
Dentro dessa perspectiva, deve-se ter a preocupação em como organizar melhor os trabalhos dos grupos durante o processo de aplicação da Aprendizagem Baseada em Problemas.
Uma das estruturas mais importantes, em sala de aula, é a disposição dos alunos em grupos. Trabalhar cooperativamente é uma ótima experiência para as crianças e adolescentes e proporciona oportunidades de desenvolvimento das habilidades sociais que eles levarão para toda a vida. Mas é importante destacar que os grupos devem ser estruturados de maneira a desenvolver a equidade e produtividade. Sendo assim, é coerente elencar os alunos de alto e baixo desempenho, e também os medianos, para que de fato se construam grupos com todos os perfis.
Os grupos têm tempo de validade. Por isso é interessante que o professor mantenha o mesmo grupo em torno de um bimestre e, depois, promova um rodízio, oportunizando a transferência de habilidades do trabalho em grupo para um novo contexto social. Alunos que são expostos a diversos grupos ficam mais preparados para se adaptar à diversidade.
A preocupação com o gerenciamento e a manutenção estrutural das equipes, em períodos pré-determinados e posterior rodízio – o que não é preconizado na metodologia ABP - é de suma importância para uma relação interpessoal saudável, que atinja objetivos comuns e proponha uma evolução metodológica.

Ton Ferreira
Consultor de Governos da Planneta Educação, uma empresa do grupo Vitae Brasil. Mestre em Projetos Educacionais de Ciências pela USP; MBA em Gestão de Pessoas pelo Centro Salesianos e Pós-Graduado em Ética, Valores e Cidadania pela USP; graduado em Matemática pela UNESP. Experiência na área Gestão de Pessoas e de Formação Continuada, Docência e Palestras com foco em educação, ciência e tecnologia.
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